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Brasil investiga 6 mortes suspeitas por uso de canetas emagrecedoras
Por Administrador
Publicado em 15/02/2026 09:28
Notícias Informativas

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Alerta por aqui. Seis mortes por pancreatite estão sob investigação após notificações envolvendo canetas emagrecedoras amplamente utilizadas no país.

Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que os relatos mencionam nomes comerciais conhecidos; contudo, todos ainda são considerados suspeitos, aguardando análise conclusiva.

Segundo o painel do sistema brasileiro de notificação de eventos adversos relacionados a medicamentos e vacinas (VigiMed), os casos distribuem-se da seguinte forma:

  • 2 mortes suspeitas associadas ao uso de Ozempic

  • 3 mortes suspeitas associadas ao uso de Saxenda

  • 1 morte suspeita associada ao uso de Mounjaro

 

(Imagem: The News Health)

Ainda assim, vale lembrar que o fato de o nome comercial dos medicamentos ser citado não significa que o produto original foi utilizado.

A Anvisa ressalta que há versões falsificadas ou manipuladas dessas canetas sendo comercializadas ilegalmente, o que pode distorcer a origem real dos eventos adversos.

No Brasil, a manipulação dessas substâncias é proibida — com exceção pontual da tirzepatida — e apenas as fabricantes possuem autorização para comercialização.

O que é a pancreatite?

Trata-se de uma inflamação do pâncreas, órgão que produz enzimas digestivas e hormônios como a insulina, fundamentais para controlar a glicose no sangue.

Normalmente, essas enzimas são ativadas apenas no intestino, mas, se ativadas no próprio pâncreas, desencadeiam dores intensas, inchaço e uma resposta inflamatória.

A condição pode surgir de forma aguda e grave ou evoluir lentamente, de maneira crônica, levando à perda progressiva da função pancreática ao longo do tempo.

No caso das canetas emagrecedoras, que pertencem à classe dos agonistas do GLP-1, a pancreatite é descrita em bula como uma reação adversa rara.

Em outras palavras, qualquer suspeita clínica exige uma avaliação médica imediata e intervenção, caso necessário.

Mas afinal, esses medicamentos são seguros?

A resposta é sim, desde que sejam utilizados com prescrição adequada, acompanhamento médico regular e indicação clínica precisa, respeitando contraindicações e fatores de risco individuais.

 Os dados atuais não justificam a suspensão dos medicamentos, pois milhões de pacientes os utilizam com benefícios comprovados no controle de doenças como diabetes e obesidade.

No entanto, vale lembrar que qualquer fármaco pode apresentar efeitos adversos, especialmente em pessoas com histórico de pancreatite ou triglicerídeos elevados.

Por esse motivo, sintomas como dor abdominal intensa e persistente, náuseas e vômitos devem ser investigados rapidamente para afastar inflamação pancreática e evitar complicações graves.

Na prática, a segurança depende menos do pânico coletivo e mais do uso responsável, da informação qualificada e do diálogo constante entre paciente e médico.

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